Álvaro Paz – Capítulo 4 – DOC. Caminho

Álvaro Paz – Capítulo 4 – DOC. Caminho

É muito fácil listar uma porção de motivos muito visíveis para eu me emocionar assistindo esse capítulo do DOC. Caminho.
Ok, Álvaro Paz é o meu irmão mais novo, para ser mais exato, 13 anos mais novo, isso por si só já é emocionante.
Quando iniciei em minhas primeiras bandas ele era um bebê e no meu primeiro show lá estava ele com sua “motoca” de plástico, andando entre o público.

Acompanhei de perto seus primeiros contatos com músicas, os primeiros discos favoritos, mais tarde o inicio do seu interesse por música, as primeiras aulas de piano, os primeiros acordes de violão, tudo com uma naturalidade incrível.

Aos poucos começamos a tocar em juntos em casa,  até que surgiu a ideia de apresentar uma música no “Sarau com Café”, nós dois somos muitos fãs da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii, então escolhemos tocar a clássica “Piano Bar”. Foi lindo e esse momento marcou um novo tempo na minha carreira musical.

Alvinho cresceu e desenvolveu intimidade com o piano de uma forma incrível, compondo, arranjando, começou a tocar em bandas, entre elas os meus projetos de música cover, logo ele se destacou entre os novos músicos do Vale do Paranhana.

Então passou a participar de forma mais direta do meu trabalho,  ajudando a compor, trocando ideias de arranjos, mostrando referencias musicais, mas uma das coisas mais importantes em relação a sua participação do projeto “Caminho”, não foi dita com muita clareza nesse DOC.


Alvinho é uma das pessoas responsáveis por esse disco existir, ele é o cara que sempre chegava e dizia “e aí, quando vai fazer o disco novo”, “como estão as gravações”, “deixa eu ouvir” e “deixa eu ouvir de novo”… assim foi até o final das sessões, Álvaro Paz é um dos motores do “Caminho”, peça fundamental para gravação desse disco e hoje é fundamental para o show acontecer.

É meu irmão… sempre vou admirar ele pelo simples (simples?) fato de ser meu irmão, mas também para sempre vou agradecer por me alimentar, por botar “pilha”, gás, ideias, por ele ser assim, com esse coração enorme.

Obrigado meu irmão!

Como Napoleão – ao vivo Estúdio Gaia

Como Napoleão – ao vivo Estúdio Gaia

“Quando eu mudar não vem dizer que eu cansei…”
Simples frase que inicia uma das músicas que mais gosto de ter feito e curiosamente é uma das músicas que as pessoas mais me falam “eu gosto desse som”.

Foi composta em um momento de grande tristeza, muitas duvidas e uma vontade muito grande de mudanças, sim, ela é triste.

Tem esse “flerte” com o personagem “Napoleão Dinamite” (Napoleon Dynamitedo filme que leva o mesmo nome.
Quando assisti o filme fiquei muitos dias pensando sobre o personagem, em vários momentos me identifiquei com ele.

A letra dessa música  é altamente alto biográfica (como quase todas que escrevo) além de citar o personagem do filme, misturo situações que na época estavam acontecendo, pensamentos e conversas com amigos, como: “Eu tenho braços de ferro, mas um coração aberto” e “se eu vivo no mundo da lua é para estar mais perto do sol”.

Tenho total consciência que são frases que muitas vezes fazem sentido apenas para mim, tudo bem, cada vez que canto é como se estivesse lavando a alma. Bom, ta aí um bom motivo para cantar…

Viajando nesse pensamento deixo a pergunta:
Existe função melhor para música do que lavar a alma??

Um bom final de semana para todos.
seguimos cantando…

Abraços, Chico.

 

Que me abraça

Que me abraça

Para cada muralha, uma escada
Para evoluir, dúvida
Para pensar melhor, solidão
Para boa visão, luz
Para voar, deixe fluir
Para construir, mãos dadas
Para um sentido novo, você

Você que me abraça

06.11.17

O poeta cantou e seguimos

O poeta cantou e seguimos

O poeta já cantou
“meu partido é um coração partido”
hoje relembro e completo:
partido por inúmeros assassinos de colarinho
terno e gravata fingindo serem mocinhos
turma de todos os poderes, poderosos…
mas não roubam meus sonhos
e digo:
jamais vou temer
mesmo faminto de justiça
não caio nessa de um falso mito.

25.10.17

Hey Jude + Paul Macca =Dia das crianças

Hey Jude + Paul Macca =Dia das crianças

Quando criança, com mais ou menos 7/8 anos de idade uma das nossas brincadeiras preferidas era ficar ouvindo música, dançando e imitando os artistas e radialistas.
Eu ficava horas cantando, cantarolando o tão famoso “Naaaaa na na nanananaaaaa… Hey Jude”.
Na época o Kiko Zambianchi fez uma versão em português dessa música e ela virou tema novela,  também foi uma das primeiras que aprendi a tocar no violão.
Eu ficava alí, cantando e pensando na letra… meus planos era: quando eu ficar grande eu ser um cantor e o meu nome artístico será “Hey Jude”. Um sonho de crianças…

Tenho um carinho grande por essa lembrança, hoje é o dia das crianças, amanhã será  o show do Paul MacCartney em Porto Alegre e eu sigo pensando:
“Hey Jude, não fique assim
Sabe a vida, ainda é bela
Esqueça de tudo que aconteceu
Amanhã será um novo dia”

As Canções | ao vivo

As Canções | ao vivo

As Canções
Música de abertura do show “Caminho”, difícil não engasgar ao ver todo o trabalho de anos sendo lançado oficialmente. Difícil não tremer a voz com um milhão de coisas passando pela cabeça durante muitos dias… de repente é só a música, a platéia, meus amigos, eu e a música. “As Canções”, música que fala muito de mim e expressa de forma muito pura a relação que eu tenho com a arte.
De qualquer forma me desculpem pelas “engasgadas”, desafinadas, aceleradas. Meu coração tava batendo rápido, minha alma cantando com puro sentimento e andava/ando com muitas coisas “entaladas”, prontas pra colocar pra fora

Coisas da vida #1

Coisas da vida #1

Li agora a pouco em uma postagem e fiquei (novamente) pensando sobre… “Indiferença é um bost***”
 
Fico pensando naquela simples tentativa de ajudar ou tentar ser gentil e a pessoa simplesmente não dar a mínima, ela ignora. Também fico pensando naquela mensagem que enviei com todo carinho tentando espalhar o meu trabalho e o cara não foi nem capaz de dizer “não gostei, fica pra próxima” ou um simples “não”.
 
Nos últimos anos tenho pensado muito sobre essas coisas e em quantas vezes fui assim,por falta de entendimento sobre algumas coisas da vida, outras por falta de paciência/tempo, as vezes sem querer ou por simplesmente por não saber o que dizer… é difícil dizer não.
 
Percebi e acredito firmemente que a indiferença anda ao lado do ego super faturado.
 
Que a gente tome cuidado para não ser assim, indiferença é uma bosta e machuca de verdade.